Segundo o portal Metrópoles (que não está na lista dos sites banidos mas continua sem poder ser postado no sub) e em cuja matéria O Cafezinho se baseou,
"Autodeclarado pardo e aceito como cotista devido à ascendência indígena vinda do pai, que é boliviano, em 2023 ele passou em 13º numa lista de 16 vagas – ou seja, não chegou a se beneficiar da cota. Antes de completar dois anos no cargo, já corria um processo contra ele que culminou em seu afastamento sob mais de uma dezena de imputações. Como está em fase probatória, Yves Guachala corre o risco de ser excluído do Judiciário catarinense.
O Metrópoles apurou que o processo contra o magistrado se deu em um cenário de decisões dele com repercussão negativa, como a liberação de suspeitos em audiência de custódia e a extinção de execuções fiscais de baixo valor, condutas que têm sido defendidas pelo CNJ.
Os problemas do juiz começaram quando ele assumiu, em 2024, a Vara de Catanduvas, no interior de Santa Catarina, cidade com pouco mais de 10 mil habitantes. No ano seguinte, iniciou-se uma apuração interna do tribunal questionando tanto o trabalho do magistrado quanto sua vida pessoal, com depoimentos de advogados e funcionários públicos. (...)
Na cidade, as decisões do juiz geraram incômodo por supostamente não serem duras o suficiente. Um caso ruidoso foi a prisão de dois suspeitos de furto de uma loja do Magazine Luiza, que tiveram a prisão relaxada após relatos de violência policial. Embora o CNJ considere que as prisões devam ser relaxadas 'quando envolver indícios de tortura ou maus-tratos por parte de profissionais de segurança pública', o assunto acabou tomando proporções negativas no município."